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É Pessoal

Atualizado: 5 de Ago de 2020



De acordo com o Antagonista, o procurador geral da República, Augusto Aras, recorrerá da decisão Fachin sobre acesso a dados da lava jato. Aras não só está a mostrar que sua aversão à Lava Jato é pessoal, ele está a usar seu cargo para agir de modo singular.


Poder-se-á chamar de ingênuo a qualquer um que ainda acredite em Augusto Aras — adjetivo que estou a usar num tom especial de eufemismo. Aras está a mostrar-se como um verdadeiro carrasco da operação lava jato: ele nem mesmo pretende disfarçar sua ambição em destruir a operação.


Como se já não fosse o bastante, em episódio lamentável na reunião remota do Conselho Superior do MPF, tecer acusações aos procuradores que lá estavam, ele pretende enfrentar qualquer representante, de qualquer esfera do poder Público, para atender à sua abstrata ambição.


Sua mente já está possuída pela motivação pessoal, ele deixou claro que o problema é a operação lava jato. Superação, foi como chamou o seu maquiavélico plano. Aras está a agradar o presidente da República, que tentou vangloriar-se com o rótulo de responsável pelo combate à corrupção, bem como expor à população a reputação ilibada de seu governo, que, se já nutria suspeitas suficientes com relação aos filhos do presidente, agora só afunda ainda mais com a confissão de caixa 2 de Onyx Lorenzoni, que negociou acordo com a PGR para livrar-se da nódoa.


Há algo de errado na República Brasileira.


Por Renan Jorge.

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