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A Lava Jato é uma Divisora de Águas

Atualizado: 15 de Ago de 2020


Quase sempre eu procuro evitar qualquer tipo de dualismo. Primeiro porque, antes de incorrer em tal escolha, eu procuro analisar quais são todas as possibilidades e opções disponíveis; noutras palavras, penso que, entre 8 e 80, existem vários números.


Contudo, quando se está a falar em lava jato, o assunto muda um pouco de figura. A operação lava jato tem sido alvo de diversos setores. O objetivo? Sua destruição; o porquê disso? Continua sendo um "mistério".


Esse "mistério explicito" — contradição proposital — serve como um verdadeiro divisor de águas, ou seja, alguém que está a pedir o fim da lava jato, sem nenhum argumento convincente, sem nenhuma posição lógica, apenas por mera subjetividade, certamente tem algo de errado. E tudo leva a crer que, de fato, existe algo de errado no "reino da Dinamarca".


O lado negativo, é claro, é a imagem que passamos internacionalmente. Com feitos recentes e objetivos, qual país do mundo que diz-se avesso à corrupção, pensa, poucos anos depois de prender diversos políticos, em destruir a operação responsável por esse feito? Os interesses mudaram? E, para além do exemplo citado, ainda há na classe política indivíduos que outrora defendiam a mesma operação, mas que mudaram radicalmente de posição. Talvez seja esse tal "mistério".


Então, sim, é lógico pensar que aqueles que não apoiam a operação lava jato são, no mínimo, suspeitos; senhores com os quais devemos ter um pé atrás. Há anos atrás, nós não tínhamos um divisor de águas como esse — contávamos com a sorte. Mas, ainda assim, existem espíritos que tentam destruir essa verdadeira conquista da sociedade. Eis o alerta: quem luta para o fim da operação lava jato, baseado em qualquer princípio arbitrário, não quer o fim da impunidade, quer fazer parte dela.


Por Renan Jorge

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