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A maior Praga Brasileira

Atualizado: Jan 13


Com tudo o que está a ocorrer em 2022, os brasileiros devem estar se perguntando: o que fizemos para que um infortúnio tão grande viesse sobre nós? Estamos a lidar com problemas de desemprego, uma crise sanitária — embora esta não seja exclusivamente brasileira —, problemas econômicos e, por fim, como observamos nos últimos dias, problemas de segurança pública.


Sem ter compromisso com nenhum tipo de eufemismo, asseguro: o Brasil tem tudo para ser considerado um dos piores países para se viver — e olha que a lista é grande. Mas o Brasil, diferente de outras nações, não lida somente com implicações históricas, conflitos que transcendem o presente e ameaçam o futuro, nem tampouco problemas inerentes à terra, o Brasil vive uma profunda crise política, que intensifica-se ao passo em que o presidente da República gasta saliva para corroer seu país.


Contudo, se este fosse o único problema com a saliva — um simples botão de "power" poderia resolver o problema, ou um simples toque para mudar o que se está a assistir. Infelizmente, o presidente não anima-se apenas em dizer bobagens, ele precisa agir em prol de um dano objetivo — ou não fazer nada para contê-lo.


Com todos os problema listado no inicio deste ensaio, você pode pensar, caro leitor, que há um plano do governo em ação para conter ou minimizar esses problemas, que se está a buscar alguma solução, que se está a pensar em algo. Para nossa surpresa, o grande plano do governo, mesmo diante de todo este cenário, foi desenvolver um lista de "detratores" — como se o governo por si só já não fizesse isso.


O governo não precisa de nenhum tipo de inimigo às sombras para prejudicar sua imagem, o simples reflexo no espelho moral é o suficiente. Contudo, irritado com o resultado da imagem aparente no espelho, o presidente parece tê-lo quebrado em pedaços, como se culpasse o espelho por sua função, não o emissor da imagem.


Mas esse é tipo de conduta que o próprio Freud empregou-se em explicar, em todos os seus anos de vida: as pessoas costumam personificar em outros mensageiros os pecados que as afligem. Culpar o espelho é um comportamento mais do que esperado de quem não suporta mais a própria imagem, a própria mentira, a própria vergonha.


Mas, se o problema fosse somente o presidente, como estamos a viver sob o rito democrático, poder-se-ia pensar que um mero pedido de impeachment resolveria esta tribulação: surpresa, existem outros. Se o presidente é a pior das pragas brasileiras, outros políticos o acompanham quase que na mesma proporção. O presidente da câmara dos deputados, Sr. Nota de repúdio, continua omisso em relação às falcatruas do governo, Doria, que num suposto gesto de preocupação com a saúde dos paulistas, retornou à faixa amarela em relação à pandemia, teve que aguardar até o término das eleições para tomar tal atitude.


Dito de outro modo, o cenário é favorável apenas a um grupo: os libertários — muito embora eu não coadune com esse tipo de disposição filosófica.


Não creio que há uma resposta filosófica e metafísica para responder o dilema do brasileiro — talvez este questionamento seja mais adequado a um teólogo. O que meu espírito está a saber é que não há nenhuma razão para louvar esses senhores de disposição destrutiva, que, ou o fazem com intensidade, ou nutrem prazer em assistir.


Por Renan Jorge.

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