• @UsConservadores

Aquilo que lhe intervém não é o mesmo que me convém

Atualizado: Abr 6


Escrito por: @_Conservador



Uma reflexão que tive agora pouco: se o liberal, ao priorizar a autonomia incondicional e a liberdade inconsequente acima do bem comum, admite que o indivíduo lese os elementos que compõem a sua própria essência (dentre os quais a saúde, a sanidade e às vezes a própria vida), eximindo, no entanto, a decisão daqueles que são contrários por mero voluntarismo, porque enganar os seus adeptos com obviedades em torno dos benefícios envolvendo a quarentena e o isolamento social e, do contrário, arguir aos prantos que se alguém quiser se entorpecer à vontade, "que seja feita a vontade dele, desde que ele não fira terceiros", tal como o contágio de um vírus".


Ora, será que o mero uso desse tipo de substância não interfere na vida dos familiares do usuário? Será que, na cabeça desse pessoal, o 'dano' propriamente dito só existe caso este seja físico e/ou psicológico? O que dizer da dor sentimental dos amigos e familiares ao redor, das pessoas que sofrem em consequência com o custeio desse tipo de prática? Há quem diga que, para essa correlação, não existem paralelos cabíveis. Contudo, se analisarmos bem a situação, vemos que a distância existente entre o "direito de contágio" e o "direito de se martirizar" desprende-se apenas pela inconformidade. "Onde já se viu alguém não se vacinar, você vai contaminar alguém da sua família, ou da minha, ou de quem quer que seja".


Raciocínio exímio, exemplar, no entanto, se a lógica for aplicada ao direito de afetar, negativa e indiretamente, a vida de terceiros, no que diz respeito ao uso de substâncias tóxicas como a heroína e o crack, vemos que há não somente um incentivo, como também um complacência com tamanha depravação A frase "Onde já se viu alguém usar drogas, você vai financiar o tráfico (que indiretamente irá prejudicar a si e a sua família)" passa a não fazer mais tanto sentido para essa gente, uma vez que afirmação é suscetível à dúvidas tornando, portanto, o nexo causal pouco evidente.


Em suma, a sociedade como um todo, de uma forma ou de outra, será prejudicada, impreterivel e irremediavelmente, pela decisão tola daqueles sujeitos mais tolos, ineptos e, como se não bastassem, mesquinhos.

5 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Receba Nossos Artigos:

Os Conservadores © 2020