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Bolsonaro Sensato?

Atualizado: 3 de Out de 2020



Em todas as esferas da vida — especialmente no âmbito profissional — existem os conhecidos "casos perdidos". Casos que, de tão graves, são "irrecuperáveis". Há quem diga que o presidente nunca mudaria o seu jeito mais agressivo e primitivo, mas sua mais recente indicação ao cargo do supremo deixou os espíritos mais pessimistas estarrecidos. Em sua rotineira live de quinta-feira, o presidente adiantou que indicará Kassio Nunes para nova vaga no supremo. Respondendo alguns questionamentos sobre sua indicação — especialmente em relação à ligação de Kassio Nunes com o PT — o presidente defendeu seu mais novo aliado dizendo que, em 14 anos de PT, todo mundo teve alguma ligação com o PT, mas que isso não quer dizer que trata-se de um comunista ou socialista. Temos um Bolsonaro sensato? Eu creio que não.


Vale lembrar que, junto ao Olavo de Carvalho, Bolsonaro foi um dos agentes responsáveis por levantar o fantasma do comunismo, que provavelmente assombra apenas a sua cadeira presidencial. Agora, no que seria um suposto gesto de sensatez, o presidente já está falando como um legítimo político do Centrão. Faltou dizer que é preciso perdoar o PT — mas não é o momento de ir tão longe. Bolsonaro não disse nada mais que o obvio, esse é o grande problema e, precisamente, o que expõe sua ignorância. Se os vinculados ao PT não fomentam ou representam o comunismo ou socialismo em alguma medida, por que o presidente lutou durante toda campanha para dizendo o contrário? Por que ele esteve a dizer que o país estava consumido pelo socialismo? O culto ao Centrão provavelmente causou algum efeito na mentalidade de Bolsonaro, ou esse gesto foi apenas o famoso ato político que, cedo ou tarde, sempre acaba acampando em Brasília. Os inimigos de campanha, repentinamente, viram amigos; o que eles têm em comum? Isto todos querem saber.


A resposta, por outro lado, parece cada vez mais óbvia, tão óbvia quanto sabemos que o PT nunca representou o comunismo ou o socialismo, mas o mais genuíno gosto Burguês — se Marx for levado em consideração. Fica claro que o presidente sempre soube disso, e acho que está mais do que claro que aquele Bolsonaro de campanha morreu junto às urnas. Isso talvez revolte o fanático menos apaixonado — se é que isso existe —, mas, na grande maioria, provavelmente essa indicação será vista como um amadurecimento político, um ato diplomático — uma grande piada, na minha opinião.


Pobre daquele, que, em 2018, ano em que se buscava uma mudança em política, votou 17, pois parece que havia um adesivo que escondia o número 13.



Por Renan Jorge

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