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Bolsoringa: a Mídia Ajudando Bolsonaro



Bolsoringa: o coringa em alusão a Bolsonaro, foi dessa forma que a revista ISTOÉ exibiu esse personagem em sua revista. O objetivo? Apresentá-lo como inconsequente, irresponsável e insano. O problema? Se está a fazer isso num período onde tudo isso é louvável.


O filme Joker, que chegou ao brasil em 3 de outubro de 2019 , e que, mundialmente, chegou a bater 1,074 bilhão, não é um bom exemplo para quem deseja denegrir a imagem de algum adversário. O filme apresentou um coringa completamente diferente do que se estava acostumado nos quadrinhos — uma mistura de insanidade e opressão social. O resultado? O apreço pelo palhaço do crime. O objetivo era esse mesmo: fazer com que você enxergasse o personagem de forma diferente, que sentisse uma empatia por seu quadro e condição social.


Porque penso que a mídia cometeu um erro ao apresentar Bolsonaro nessa figura? Porque tudo isso foi romantizado. A insanidade, a loucura, o ódio, e o mais importante: a revolução. A ira contra os personagens políticos, a cólera contra os poderosos de Gotham.


É claro que alguém poderia dizer: "mas Bolsonaro é político". Como se isso fizesse alguma diferença. Basta pesquisar como o Bolsonarismo recebeu essa alusão, com risos e sátiras. O Bolsonarismo, que já acredita ser uma espécie de culto messiânico, terá mais admiração ainda por seu salvador.


Em todo caso, como esse efeito não é universal, uma vez que qualquer mente prudente sabe que Bolsonaro é, de fato, insano, pode-se alcançar um outro efeito negativo, desta vez, não em relação a Bolsonaro, mas em relação ao próprio filme: as pessoas podem perder o gosto. Claro, isso é um efeito aversivo causado por qualquer generalização ou associação de estímulos, como nos estudos relacionados ao behaviorismo.


Em suma, numa tentativa de tentar diminuir a imagem do presidente, sem levar em consideração que a revolução está a ser romantizada, a mídia pecou drasticamente. Além de não atingir o efeito esperado, apenas causou uma reação em massa de memes pelas redes. Bolsonaro, com a mídia atual, parece não precisar fazer esforço para ganhar notoriedade: fale bem ou mal, mas fale de mim, esse é o seu lema. Ler a contingência, é isso que falta às mentes midiáticas.


Por Renan Jorge

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