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Dumb & Dumber: Propina na Nádega

Atualizado: 20 de Out de 2020



Parece uma cena de um filme do gênero Dumb & Dumber, mas foi somente o governo em mais um de seus atos vexaminosos. Não é preciso dizer que Bolsonaro está ligado à mentira como uma lâmpada está ligada à energia elétrica, mas ele vem se superando — este evento mostrou isso. O vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues, em investigação realizada pela PF, escondeu dinheiro nas nádegas. Para um governo que estaria empenhado no combate à corrupção, utilizar a nádega como armazenamento de propina soa como catastrófico.


O evento recordou-me o momento em que o presidente chegou a dizer que acabou com a lava jato, pois não havia mais casos de corrupção em seu governo. Agora, com o recente evento da propina na nádega, ele a trará ela de volta? Eu creio que não...


É provável que essa situação sirva apenas de pretexto para outro tipo de exclamação fanática do tipo: o presidente tem razão. O que eles dirão? Que foi algo orquestrado para prejudicar a imagem do governo, ou mesmo que o presidente não sabia de nada disso, sendo totalmente inocente nessa trama. Será?


Não seria a primeira vez, na história de nossa ferida República, a ocorrência de tal evento. Sempre é válido recordar como Lula escapou das acusações em relação ao mensalão, legando sua culpa a José Dirceu, que foi considerado à época o chefe do esquema, e José Adalberto, flagrado num aeroporto, em São Paulo, com dólar na cueca.


Não me surpreenderia, portanto, se algo desta natureza visitasse nossos lares, pois isso tem se tornado frequente em nossa história recente: encontrou-se um novo modelo de armazenamento de propina. Que desconfortável deve ser — para PF, é claro — procurar qualquer quantia nas partes íntimas de um individuo. Se continuar assim, é provável que daqui algum tempo nós tenhamos que andar, em qualquer espaço de habitação, como viemos ao mundo, pois o argumento de que não se sabe onde você guarda dinheiro pode ser utilizado como pretexto.


Nessa comédia trágica assistimos, outra vez mais, um governo corrupto em ação. Uma repetição de um problema mais antigo do que imaginávamos e, provavelmente, algo mais pútrido do que esperávamos: a sujeita está realmente em toda parte. Devemos nos preparar para mais um "eu não se de nada", isso não é meu"?


Por Renan Jorge

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