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Esquerda e a Autocrítica

Escrito por: @RecantoConserva



Introdução


A esquerda pós Ditadura Militar tomou conta da política brasileira, como diria Renê Simões "estamos criando um monstro". Com a dominação quase ampla da esquerda em relação a classe política, o debate público culminou apenas entre uma esquerda mais extrema e uma moderada, tendo o exemplo FHC vs Lula. A exclusão e perseguição só ajudaram ainda mais o aumento do gueto ideológico e das péssimas propostas em torno dos candidatos.


O Furo no Pneu


Após o Mensalão, Petrolão e vários outros casos de corrupção envolvendo muitos integrantes da esquerda em geral, grande parte desta ala não reconheceu os próprios erros e continuou adotando os velhos discursos, com o mesmo ego, seguindo as mesmas táticas. Não houve sequer uma renovação de líderes e tão pouco de ideias. Ainda hoje podemos notar que os integrantes da "Nova Política" são apenas os velhos líderes e caciques partidários que sempre habitaram os arredores do Congresso Nacional. O maior exemplo dessa figura é Jair Bolsonaro que, através das narrativas de perseguição da imprensa, tentou (e tenta até hoje) passar a imagem de que é uma vítima de tudo o que há de mal na política tradicional o que portanto o caracteriza como um herói do Brasil.


A esquerda, no entanto, precisa se renovar. A autocrítica é o primeiro passo para a renovação porque, para começar, o surgimento do Bolsonaro tem como grande culpado a esquerda e a sua fábrica de criação de narrativas, fantoches e alardes que só fortaleceram o "Mito". O gabinete do ódio, não só dos bolsonaristas, mas o de grande parte da esquerda tradicional, colaboram com um grande mal junto a lacração, a chamada "política do cancelamento" que, por consequência, foram um dos principais elementos que alçaram Bolsonaro à Presidência da República. Hoje, no entanto, podemos ver que pequenas alas da esquerda melhoraram o convívio e a maneira de se tratar política no debate público, o exemplo é a Deputada Tabata Amaral (PDT).


O erro mais novo da esquerda hoje, ao meu ver, é colocar o influencer Felipe Neto como símbolo da "Nova Esquerda", alguém completamente despreparado para o debate político (tendo em vista o último episódio envolvendo a sua discussão na Globonews com o jornalista Fernando Gabeira). O movimento de massa da esquerda falhou e se continuar traçando um caminho com Felipe Neto falhará novamente e viverá, permanentemente, em um ciclo de completos e inúmeros fracassos.

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