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Medo de Morrer

Atualizado: 10 de Nov de 2020


Por que importuna-me, medo de morrer?

Por que castiga-me com essa delirante sensação?

Por que aponta para o peito e ameaça de morte esta jovem alma?


Por que enganam-me os sentidos, que prometem vida abundante?

Por que estou cercado de imagens que não sei o que representam?


Por que, indesejável medo, faz-me refletir na vida com auxílio da morte?

Faz-me repousar em sonhos para lembrar-me que estou a dormir?


Por que, pobre medo, nada tens a oferecer-me, senão o impiedoso toque de seus lábios?

Mas não pode decifrar-me, não pode ler a minha alma, porque ela não pertence ao seu lar de infortunados, nem ao vale das sombras, que ocultou o teu sentido; minha existência se dá pela doçura de outro lábio, pelo encanto de outro beijo, pelo aconchego de outro abraço, que, apesar de todas suas tentativas, jamais poderá furtar, jamais poderá entender: o amor.

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