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Cuidado! Mentira à Esquerda

Atualizado: Nov 14

Escrito por: @RecantoConserva e @_Conservador




No decorrer do mês, surgiram algumas notícias (um tanto equivocadas é verdade) envolvendo os mais variados casos, seja da desinformação proveniente do jornal The Intercept a respeito da situação constrangedora envolvendo a jovem Marina Ferrer de 21 anos (à época), seja a respeito da privatização irresponsável do SUS e mais recentemente a respeito do caso envolvendo o Sleeping Giants e a Gazeta do Povo. É quase imprescindível e soa até redundante dizer que o ímpeto da mentira é importante para balizar a opinião pública justamente porque contém o intuito de angariar visibilidade e uma certa fama tratando-se dos leitores mais desatentos, porém atenho-me ao cerne da questão envolvendo a mentira dos jornalistas e dos manipuladores da opinião pública: mais do que indução ao erro, trata-se de uma tática (por sinal já documentada) que consiste na dissuasão e na persuasão do leitor através de ruídos, celeumas e algazarras que são constantemente divulgadas ao público na tentativa de normalizar a notícia a fim de atribuir a ela algum teor de verdade. Esta tática foi pomposamente batizada por George Orwell em seu livro, "1984" com o nome de "Novilíngua."


No livro, Orwell diz que a tática envolvendo a Novilíngua não consistia apenas na criação de novas terminologias, mas sim na "remoção" de alguns de seus sentidos com o objetivo de restringir o pensamento de setores preponderantes dentro de uma sociedade. Uma vez que as pessoas não pudessem se referir a este algo, logo ele passaria a ser ignorado, se esvaindo de sentido até finalmente, entrar no mais profundo calabouço do esquecimento. Por meio do controle sobre a linguagem, o governo seria capaz de controlar e, acima de tudo, ditar o pensamento das pessoas impedindo que o mau (na visão de vossas excelências os governantes e dos senhores da imprensa) se alastre.


No caso do SUS, os dizeres de Jair Bolsonaro (via decreto) foram extrapolados de maneira tendenciosa, uma vez que não somente o decreto como também a própria legislação já preveem a abertura de planejamentos para concessões envolvendo as UBS (Unidades Básicas de Saúde) e outros setores mais da saúde pública que não conseguem se ressarcir por conta própria. Com os devidos contratos, as empresas no âmbito privado deveriam ser cooptadas (no bom sentido) a prestarem bons serviços em parceria com o poder público já que muitas áreas do saneamento, por exemplo, ainda não foram sanadas conforme as demandas e as necessidades de grande parte da população.


A Esquerda aproveitou da inconformidade e da rivalidade (muitas vezes nociva para com o Presidente da República) utilizando-se da novilíngua justamente para dizer que o SUS seria privatizado e que todos os menos desfavorecidos ficariam desamparados, deixados de lado, na tentativa cruel de elevar os ânimos e de dar voz às alas mais pueris e assistencialistas de ocasião da Esquerda brasileira.


Vejam o caso da Marina Ferrer em que o site de notícias conhecido com The Intercept Brasil, através de aspas e, portanto, de um recurso que prioriza a sintetização literal e não abstrata de um pensamento, exibiu (ironicamente de maneira dolosa) o termo "estupro culposo" persuadindo e induzindo ao erro aqueles leitores mais desavisados que receberam a informação através de uma terceira via qualquer, já que o acontecimento tomou níveis de indignação além do mundo político aos quais normalmente estamos habituados. O resultado não podia ter sido diferente: o estrago já fora causado, mas não para militantes do The Intercept que se beneficiaram da desinformação em prol de suas pautas beligerantes envolvendo a Esquerda. Os mais prejudicados foram aqueles que, de maneira honesta, imbuíram e absorveram esse sentimento de injustiça (ainda que falso) que pairou pela cabeça de todos os brasileiros ao tratarem o juiz do caso como um párea social.


Enfim meus caros leitores, a solução para esta desconfiança que a imprensa brasileira tanto alimentou ao longo dos anos é justamente a análise correta e imparcial diante dos fatos, sem sentimentalismo, meias-verdades e coleguismos quando nos referimos a sujeitos pelos quais possuímos algum apreço. É necessária a análise opinativa, claro, mas desde que ela não extrapole os limites do real porque assuntos inverídicos podem muito bem estar sendo travestidos de opiniões nocivas e extremamente prejudiciais que destroem, com o tempo, a função mais importante de um jornalista, a de expor a verdade.



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