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O Bolsovírus

Escrito por: @SDescobriu


Nossa história começa em 2002, com a vitória de Luís Inácio “Lula” da Silva, do PT, para a Presidência da República. Lula ganha com um discurso bastante conhecido, mas ao mesmo tempo muito inovador para o “povão”, o discurso de pai dos pobres como um novo Vargas e indo fortemente contra a Direita, com respaldo dos 25 anos de Regime Militar.


Com a vitória e rápida ascensão, não só do Lula mas de seu partido, se dizer "de Direita" parecia ter se tornado uma espécie de crime, passivo de total perda da credibilidade entre os anos de 2003-2014. Todos aqueles que não apoiavam o PT, já que ser contra era muito mal visto também, tinham de ir para o centro do espectro político, a Direita se torna nula no debate público.


No ano de 2014, Dilma Rousseff assume para seu segundo mandato, mas a dificuldade de passar pano para a má gestão e corrupção do partido aumenta a níveis quase impossíveis. E o efeito agora é o contrário, todos aqueles que se sentem contra o petismo se dizem conservadores, tano liberais como centro-direita e reacionários. Com a popularidade das redes sociais e a possibilidade de comunicação com todos esses grupos “conservadores”, cresce igualmente um sentimento de extrema tristeza com a política brasileira e uma vontade indomável de vê-los fora do poder.


Mas foram décadas de hegemonia da esquerda, e estes acabaram se radicalizando, e os que antes estavam tristes, enfurecem-se, e o desejo de tira-los do poder parece ser inata a grande parte dos brasileiros. É a lei natural, ação e reação.


Eis que no meio dessa confusão, um político começa a ganhar destaque. Jair Messias Bolsonaro, deputado há quase 30 anos sem fazer absolutamente nada dentro do Câmara que residia, mas a esperança, a era trocar 6 por meia dúzia, ele pelo PT. Se a Esquerda estava radicalizada, haviam grupos na Direita com o mesmo nível e pronta para jogar os aplausos para as asneiras de Bolsonaro que eram tão altas e ruidosas quanto as vaias para as práticas Esquerda.


Claro, uma visão dessas só o tempo é capaz de nos dar, agora que temos a capacidade de olhar pra traz e enxergar a realidade, sem ideologia e sem sentimentos atrapalhando... Isso para alguns.


Em 2018, ano de eleição e Bolsonaro é candidato, houveram mentiras, matérias sensacionalistas e uma tentativa de assassinato, mas quanto mais eles se radicalizam, mais os eleitores do “Bolsomito” se agarravam a ideia de tê-lo no poder. É chegado outubro, e  os “conservadores” comemoram, nada mais de esquerda, nada mais de velha política ou corrupção. (Aqui, um tempo para as risadas.)


Já que ele havia ficado quase 30 anos sem fazer nada, poucos conheciam a figura. Nos primeiros meses alguns percebem que toda a alegria da vitória tinha sido em vão. Novamente sentimos desespero, tristeza e raiva; a decepção tomava conta novamente. Mas para seus fiéis apoiadores, nada disso aconteceu.


Sentiram o ardor da felicidade e fecharam os olhos para a realidade, com o medo de perderem esse calor no peito, com o medo de perderem de vez a esperança. São como usuários de entorpecentes que precisam de “Bolsonaro” para que continuem vivendo.


É um vírus, sem remédio prescrito, sem internação que possa resolver, e sem a milagrosa “cloroquina”, pois afeta o bem mais precioso do ser humano, sua consciência. Estes que estão aí, perderam-se em sua própria psique, vivem um sonho enquanto negam a realidade latente à porta. 

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