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O Mito Tornou-se Verdade: O Brasileiro Cansou

Escrito por: @ORenanjorge

Introdução


Após a prisão de Lula, o combate à corrupção tornou-se uma das principais pautas - se não a mais importante - para o cidadão Brasileiro. Isto porque essa operação permitiu que nós, cidadãos que almejávamos Justiça, fitássemos, pela primeira vez, o encarceramento dos poderosos. No presente artigo, eu discuto sobre o porquê dessa pauta emergir perante o cenário político atual.


O Brasileiro Cansou


Com exceção àqueles mais afortunados, boa parte dos cidadãos não gozam de grandes privilégios. Na realidade, é necessário muito esforço para conseguir alimentar-se e, infelizmente, para alguns espíritos, isso nem sempre é possível. Apesar disso, diferente do que querem impor  a alguns, o Brasileiro não recorre à ilegalidade: sua maioria é honesta. Os valores e legados à geração permanecem, com muita influência da religião também: é um dado histórico. Esse Brasileiro, levando muita surra da vida, aprendeu que o tão sonhado apartamento em frente à praia só tornaria-se realidade se ele, com muito afinco, trabalhasse incessantemente. À quantos de nós esse exemplo não aplica-se? O diálogo com nossos responsáveis, muitas vezes tarde da noite, a correção dos nosso erros, por fim, tudo que endereça à educação. Contudo, o lado sombrio da vida iria aparecer, e apareceu, especialmente na figura de uma classe que eliciaria um ódio permanente pela maioria: Os políticos. Sim, os políticos, eles tinham que aparecer: Em seus carros alegóricos, manchando nossas ruas com seu discurso populista, promessas vazias, panfletos e, agora, até em nossas redes. O Brasileiro aprendeu uma coisa: O sol é escaldante somente àquele que o enfrenta. Sem grandes esforços, eles tinham de tudo: direitos exacerbados, regalias, conforto: tudo o que esse Brasileiro, que apanhava da vida, não tinha. Mesmo sem concordar com o grande número de impostos, ainda assim esse Brasileiro concordou em continuar: vamos dar uma chance, disse ele. O tempo passou e com ele nossa paciência: cada dia um escândalo diferente. Quando tudo veio à tona e as primeiras figuras foram presas, evidentemente o número de revoltosos aumentou: todos queriam justiça, e assim foi feito. Mas, é claro, a Justiça não perdurou - aqui no Brasil isso não é possível, mas o pior ainda estava por vir, o salvador, o herói, o "Mito."


O Mito

"Vou por fim à corrupção, vou por fim às regalias, aos privilégios": Nossa, o primeiro político que odiava ser político - já tinha um ponto estranho, mas o povo decidiu dar uma chance, esse povo já cansado. O tempo foi passando, mas os privilégios não foram com ele - resolveram ficar. O povo percebeu, da pior forma possível, que havia cometido o mesmo erro: confiar em políticos, em heróis, em "Mitos". Mas, como digo, a democracia pune por quatro anos o erro de um dia, e este povo está condenado ao tempo, que empenha-se em castigar àqueles que nutriram esperanças. O mito, que surfou com habilidade na onda da lava jato, comprou o eleitorado no mercado da esperança, mas vendeu-o pelas primeiras moedas de prata que encontrou: o centro falou mais alto.


O Político Teme o Juízo: A Moral é o Castigo dos Mentirosos


O herói que tanto criticou o foro privilegiado, que disse às redes e aos meios de comunicação que, se um filho estivesse envolvido com algo, ele nem mesmo o visitaria, enfim, o político que representava o cidadão comum e cansado, perdido em um caminho de penumbra causado por toda uma classe, passou a fazer o mesmo: a luz incomodou os olhos, o espírito tornou-se vil: A sombra virou o seu refúgio. É claro, boa parte desse eleitor utópico, que agarrou-se no indivíduo de tal modo, que perdeu sua própria identidade, não largará o seu santo: o compromisso com o culto à idolatria permanece. Mas, felizmente, a intenet revela os mentirosos, a verdade surge à luz da moral: o povo cansou. Agora, em um momento de luto para um governo fúnebre, o silêncio predomina: um homem pode por fim à glória de um deus, o Deus da mentira.


Quem é Quem?


Na obra de Orwell "A Revolução dos Bichos" a mentira introduzida aos animais da fazenda, teve vida curta. Após cuspir em seu lema mais precioso "quatro patas bom, duas patas ruim", os animais viram-se em um verdadeiro dilema: eles repetiram o ciclo. Derrubar o Jones, ou melhor, o duas patas, não serviu muito, eles colocaram outro no lugar. E, como diz o trecho clássico: "Já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco". Eles vestiam-se como eles, falavam como eles, andavam como eles, o caminho que percorre esse governo, já condenado pela moral: A punição que só a verdade pode propor. Agora, frente ao vexame atual, vemos os mesmos argumentos utilizados pelo PT - filhos da primeira revolução: Não há provas, mas todo mundo faz isso, é uma prática aceita no meio. Torna-se impossível saber quem é quem: quem é o homem, quem é o porco? Em política, a Revolução dos Bichos parece presente, um eterno ciclo vicioso: Derrubamos o Jones, mas elegemos o Napoleão que, na verdade, vestiu-se com o mesmo manto: o manto da vergonha.



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