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Pediu Divórcio?

Atualizado: 10 de Nov de 2020


O presidente Jair Bolsonaro, em formatura de policiais nesta sexta-feira (06), afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump," não é a pessoa mais importante do mundo". Uma obviedade? Evidentemente, sim. Mas por que o espanto?


Ora, o presidente brasileiro sempre tratou Donald Trump como um verdadeiro ídolo, até continência à bandeira americana ele bateu — um grande "patriota" —, deixando Tio Sam extremamente orgulhoso. Foi surpreendente o gesto, mas algo certamente foi decisivo para a escolha do argumento do presidente: as eleições.


Com Biden à frente de Trump, diferente do que o presidente brasileiro sonhava, Bolsonaro já parece trabalhar, mesmo que aos poucos, para desmanchar sua performance diplomática em seu Twitter — uma verdadeira catástrofe . Como quem torce para um clube de futebol em final de campeonato, Bolsonaro havia declarado amores ao presidente Trump, chegando até mesmo a falar em "suspeitas de ingerências no resultado das urnas". Claro, o eufemismo e o apelo religioso em seu argumento foram utilizados para amenizar os impactos dessa queda iminente, e a maior parte do eleitorado brasileiro já parece torcer para que o presidente da República tenha uma derrota em 2022.


Há muito o que fazer para reverter essa aula de precipitação, mesmo que o resultado seja favorável ao Trump. Bolsonaro faz política falando em "amigos", "namorados", " em casório", mas já ameaça pedir o divórcio com Trump para refazer sua imagem. Ainda que ele consiga, ficou escancarada sua submissão aos norte-americanos, envergonhado o Brasil em âmbito mundial.


Pretende o presidente casar de novo, ou o estrago já foi grande o bastante, tendo em vista a consequência da "comunhão de bens"?


Em todo o caso, o mais novo "solteirão" do cenário político terá de se esforçar muito para encontrar alguém que queira arriscar-se num relacionamento com alguém tão neurótico.


Por Renan Jorge

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