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"Se Algum Crime for Comprovado"

Atualizado: 20 de Out de 2020



Imagine que um sujeito está sendo investigado pela PF. Este sujeito é encontrado com uma quantia específica de dinheiro em seu ânus. Ele é um senador e, portanto, faz parte de um partido político. Esse partido, por outro lado, não o expulsa de imediato, ele toma a posição de que é preciso a "comprovação de algum crime". Uma piada? Não, é apenas a nota do DEM em relação ao senador Chico Rodrigues.


O que os indivíduos fazem com sua liberdade e sua privacidade não diz respeito a terceiros, contanto que isso não implique um dano objetivo aos demais — concordo com essa afirmação. Contudo, de todas as fantasias eróticas conhecidas, colocar dinheiro em um órgão excretor é realmente algo insólito, especialmente durante a abordagem da PF, mas o DEM ainda nutri dúvidas sobre o caráter do senador. Ou o senador tem um fetiche muito incomum, ou ele realmente não passa de mais um corrupto a ocupar cargo político. Será que vale a pena correr o risco de mantê-lo?


É verdade, porém, que existem outros políticos da mesma índole desse senhor ocupando tais cargos — embora eles tenham optado por uma forma diferente de armazenar dinheiro. É verdade, também, que alguns partidos políticos tornaram-se verdadeiras facções criminosas, existindo poucas siglas em exceção a tal afirmação. Por esse motivo, não fico surpreso: não há nada de bom a esperar nessa equação.


Se algum crime for comprovado é, na verdade, outra piada feita em momento inoportuno, outra relativização moral e ética, uma forma de dizer que existe, seja nesse universo, seja em outro, qualquer explicação razoável para alguém que coloque dinheiro no ânus durante uma investigação. É um modo de gritar às pessoas: nós não vamos mudar, desistam dessa ideia; a política Brasileira e nós, os políticos, continuaremos os mesmos, e como um selo de fidelidade criminosa, estamos a proteger os nossos a qualquer custo.


Talvez, nesse e em outros casos, o eleitor deva fazer o mesmo: proteger ele a si mesmo. Já que, baseado numa afirmação como essa, o único interesse é manter-se vivo; uma verdadeira disputa aos moldes de um reality show: quem sobrevive por mais tempo em política?


Por Renan Jorge


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