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Sentimentalismo, Pastos e Bananas para os Macacos

Atualizado: Mar 10

Escrito por: Recanto Miguel



Venho me dirigir a você, leitor, para repudiar aquilo que vem acontecendo em nosso circo político, quer dizer, ciclo político pós-Regime Militar. Primordialmente, as críticas estão ligadas aos três temas brevemente citados logo no título deste artigo.


Há de se compreender, primeiro, que o nosso fracasso político se deve por razões até bastantes óbvias se analisarmos atentamente os elementos que nos cercam dia após dia. Ignorância total, ausência de metas, desinteresse na busca pelas principais virtudes, excesso de soberba e, como se não bastasse, uma população inerte, sem preocupação, além, é claro, da sua própria sobrevivência e bem estar. Pois bem, vamos a essas questões:


1) A primeira reflexão que levanto se vale através do sentimentalismo proveniente dos momentos mais relutantes de crise (como a que vivenciamos hoje). Dito isso, tenho titubeado toda vez que reluto em acreditar que as pessoas com um certo alcance midiático não refletem a respeito do conteúdo relativo às suas postagens. Grande parte dessas opiniões que encontro na internet possuem uma relevância baixíssima se tratando de importância, mas, em contrapartida, têm um teor altíssimo de relevância para o público que consome, mesmo que esses comentários estejam cercados de críticas vazias e/ou extremamente apelativas. Por isso, tomei a liberdade de dar-lhes a devida sugestão: ao invés de mostrar o que o político A ou B está fazendo, mostre também o porquê disso, prove que trata-se de um homem sem virtudes ou então mostre, através de uma lógica bem amarrada, que ele não está ao encontro do bem comum ao qual ele foi eleito por esse e mais esse motivo.


2) Chegando no segundo tema, acredito que seja algo comum e, ao mesmo tempo, nocivo ao debate. A ideia de 'pastos', para os mais desavisados, seria o conjunto de idólatras que, cômica e metaforicamente, se associam à figura popular do gado. Mas já tocando no ambiente preferido dessa gente, isto é, na zona rural, podemos analisar que mesmo tendo vários pastos, todos gados tomam as mesmas ações e seguem o mesmo padrão de comportam, já que a mudança de atitudes surge em consequência dos seus donos. Moristas, bolsonaristas, petistas, todos dizem respeito aos pastos com os quais tenho mais afinidade, não em termos ideológicos, mas sim de identificação, afinal, é de fácil percepção e leitura saber quando a afeição coletiva é maior que o brilho individual. O gado, naturalmente, beira ao pasto devido à um mero requinte de fé e, como de costume, entende-se, através do senso comum, que quando a fé está para a política, se confunde emoção com identificação, o que impulsiona cada vez mais o sentimentalismo e, por último, intensifica-se cada vez mais a inocência em acreditar que um único cidadão é capaz de mudar todo um mecanismo que perdura desde os primórdios da história do nosso país. Política é conflito e, principalmente, negociação e isso nunca irá acabar e sempre trará à tona a imperfeição como destaque soberano entre os mortais.


3) Por fim, o ponto que grande parte da população consegue perceber, o pão e o circo. A analogia é simples: nesse contexto, a população quer ouvir coisas que tendem ao Impeachment do Presidente, mas qual a resposta dos opositores de plantão em relação às atitudes e medidas espúrias tomadas por Bolsonaro? Simples, a resposta inclui a) notas de repúdio e b) nenhuma ação efetiva que, de fato, possa redirecionar o rumo dessa grande maré chamada Brasil. Cômico, como já havia dito, é saber que várias pessoas ficam felizes com a nota de repúdio, mas por que se ela é um mero instrumento de "marcação territorial", de exibicionismo moral? Adivinhe, a resposta envolve os dois elementos já citados: agradou aos macacos? Pois então que recebam as bananas. Mas e quanto aquele que as lança? Se diverte diante de toda essa situação, já que, em suma, os macacos são animais facilmente manipuláveis, execráveis e, é claro, descartáveis.


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