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Tenha Empatia

Atualizado: 29 de Ago de 2020

Escrito por: @_Conservador


Introdução


Em razão deste crime terrível que acometeu a jovem de 10 anos de idade, que protagonizou talvez o maior caso de inconformidade pública do ano, eu suplico aos meus leitores que tenham empatia, tanto pela vida da criança que sofreu os abusos por parte de seu tio, quanto pela vida de seu filho de 5 meses (segundo constam informações recentes).


É imprescindível que nós, enquanto seres pensantes e dotados pelo discernimento moral, consigamos analisar este tema com bastante maturidade, cautela e prudência tendo em vista os diversos acontecimentos que rodearam este caso. Vemos o caso de Sara Winter, por exemplo, uma ex-militante do FEMEN, um grupo feminista fundado na Ucrânia que, por alcunha do seu radicalismo, fez de Sara uma manifestante ferrenha da organização tendo inclusive sobre o seu histórico materno alguns abortos (segundo constam alguns familiares próximo a ela). Esta mesma ex-militante, que enroupou a sua verdadeira faceta enquanto radical à esquerda, hoje se abriga sob os conformismos do Bolsonarismo, e até do Cristianismo quando lhe convém, para agradar a seita de fanáticos dos radicais à direita.


Teria esta senhorita alguma voz racional para colocar-se a frente desta situação, senhorita esta que frequentou (e frequenta até hoje) o que há de mais espúrio e fajuto na política brasileira? Teria esta senhorita alguma autoridade moral para colocar-se a frente deste caso como um pilar da defesa da vida, da ética, da família e dos bons costumes, uma mulher baixíssima, cruel, algoz em seu pior sentido semântico, que, de maneira sórdida, compartilhou o endereço da garotinha vítima de um dos crime mais bárbaro que se pode sofrer numa tentativa enfadonha e patética de tornar público o local o qual a garotinha atualmente reside para que outros manifestantes, fanáticos assim como ela, se abstivessem de sua própria consciência moral (se é que algum dia a tiveram) para alardear a pobre jovem de que a prática abortiva, autorizada posteriormente pela Justiça, seria um crime imperdoável e que configuraria, segundo constam, uma prática anti-cristã?



A Esquerda e a Direita


É verdade que muitos conservadores são contra o aborto em diversos casos, e eu o sou muitas vezes. Contudo, eu vejo que a politização desta questão por parte de alguns influenciadores no debate público, parte de uma lógica um tanto pueril do ponto de vista humano. À esquerda e à direita, os exemplos não faltam e estão muito longe de se tornarem escassos: à esquerda, por exemplo, vemos diversos casos de indivíduos que desconsideram o caráter humano do filho da jovem de 10 anos constatando que trata-se de um ser a parte, algo que não pode ser considerado vida, seja porque não sente dor, seja porque não teve sob o seu organismo o desenvolvimento necessário para ter-se todos os órgão comuns a todos os seres humanos crescidos e que portanto este deveria padecer, pura e simplesmente, por um pressuposto de que o direito concedido à mãe de escolher abortar seria maior do que o direito atribuído ao filho de poder crescer e se desenvolver em um ritmo natural, sem a interferência externa por parte da mãe. Esta lógica, um tanto quanto antinatural, parte de um princípio lógico falho, o princípio de que um ser não vivo pode ser gerado a partir de um ser vivo, o que é biologicamente impossível, além do fato de atribuir valores diferentes à vida, levando-se em consideração um aspecto momentâneo, sendo ele justificado, muitas vezes, por razões circunstanciais, sejam elas: econômicas, físicas e involuntárias o que, na minha concepção não creditam grande parte dos argumentos referentes às questões abortivas.


Por outro lado, à direita, por exemplo, vemos o infame caso que chegou ao conhecimento dos cidadãos brasileiros por parte dos veículos tradicionais de imprensa, dos manifestantes ditos "pró-vida" se manifestando de uma maneira um tanto quanto histérica (e nada cristã diga-se de passagem) em um hospital a despeito da decisão autorizada pela Justiça de outro estado que não o menina de 10 anos. Os manifestantes, se queixando de sua autoridade moral, tentaram impedir, de maneira cínica, o procedimento o qual favoreceria, posteriormente, a saúde da jovem tendo em vista o estado atual em que ela se encontrava. Segundo constam alguns relatos, a garotinha já não aguentava mais portar a criança sob o seu ventre e que seria muito prejudicial a ela, fisica e mentalmente, a não interferência médica no que diz respeito a prática do aborto, podendo resultar inclusive na morte da mãe. Para muitos, o aborto é uma questão inalienável, indiscutível, inegociável porque avilta o direito a vida daquele pobre indivíduo que no útero da mãe reside, e nisto eu me permito concordar. Mas eu pergunto a estes manifestantes histéricos: de que vale pressionar e amedrontar a garotinha de 10 anos para que ela venha a ter o filho se há grandes chances de morrer no processo, ou até pior, de os dois morrerem no processo já que o parto, provavelmente cesariana, resultaria em uma possibilidade tremenda de acometer as duas partes, tanto a mãe quanto o filho? Qual seria, eventualmente, o princípio que a garota deveria seguir ao defender a vida de seu filho, se ela tem somente 10 anos de idade? Seria correto estigmatizá-la e constrangê-la para que ela tenha que escolher entre a própria vida e a vida de seu filho? Qual a solução correta? Certamente esta decisão não pode ser creditada a Sara Winter e a seus asseclas porque, além de não possuírem qualquer dote no que diz respeito a moral, ainda mergulham nestas questões não por humanidade ou empatia, mas por mero interesse em adquirir capital político e influência perante as redes.



Solução


Obviamente que não existe solução fácil para este ocorrido. Seria muita pretensão da minha parte apontar qualquer resolução em meio a um assunto tão complexo quanto este. Eu não sei se a decisão da Justiça fora acertada ou não, eu realmente espero que tenha sido, apesar das divergências quanto ao aborto, tanto que os médicos que se submeteram ao processo, pela fidelidade ao Juramento de Hipócrates, negaram atuar no procedimento. Sendo assim, é seguro afirma que este é talvez o caso de maior inconformidade pública do ano, mesmo com as catástrofes patrocinadas inclusive por Sara Winter em recente epíteto conhecido como "Os 300." No entanto, apesar dos questionamentos acerca do tema, à esquerda e à direita, peço que meus leitores tenham empatia acerca deste fato tão avassalador que chocou os brasileiros. Não existe lado vencedor neste enredo, mas é certo que o único nesta história que merece pagar por aquilo que fez com a maior penitência severa que existe entre os homens, é certamente aquele que começou este trágico acontecimento deste o seu início.

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