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Toffoli Está com Medo do Moro?



Parece que o senhor Augusto Aras não é o único espírito a transparecer seu medo ao ouvir o nome de Moro. O senhor Toffoli, presidente do supremo, também caminha para mesma trilha. O elemento que sustenta minha hipótese? Cortar-te-ei, caro leitor(a), neste artigo.


Conforme noticiado pelo G1, o senhor Dias Toffoli defendeu que o Congresso aprove um prazo de oito anos — isso mesmo, oito anos — para que juízes e membros do Ministério Público possam se candidatar a cargos políticos. Claro que, inicialmente, ele não estava a falar de Moro, mas tratava do caso de outro Juiz. Contudo, suas declarações na sessão do CNJ dão a entender que há um rancor diante da figura de Sérgio Moro. Para citar um exemplo, ele disse o seguinte:


“Assim se evitaria de utilização da magistratura e do poder imparcial do juiz para fazer demagogia”
“Esse caso é paradigmático. Porque a imprensa começa a incensar determinado magistrado e ele já se vê candidato a presidente da República, sem nem conhecer o Brasil, sem nem conhecer seu estado, sem nem ter ideia do que é a vida pública”.

Moro, até onde se sabe, é o único ex-juiz convidado pela mídia a dar entrevistas, falar sobre o governo, sobre a lava jato, entre outras pautas. Claro que Toffoli não pretendia dar uma “indireta”— para usar uma linguagem objetiva —, ele foi direto ao ponto: queria atingir Moro.


Se este ato visa enfraquecer Sérgio Moro, Toffoli não sabe nada sobre estratégia, pois a tendência é que ele provoque o efeito oposto: uma revolta entre os apoiadores de Moro. Assim como todo sujeito covarde, Toffoli está a usar o seu cargo no supremo para fazer política, ou melhor, para fazer politicagem. Além disso, o presidente do supremo está a tentar tirar o argueiro do olho de Moro, mas não tirou a trave que está na própria vista, pois, como o tempo não me permite mentir, ele não logrou êxito nos dois concursos que fez para juiz. Para fazer valer o seu argumento, ele deveria exonerar-se do cargo que ocupa, pois está mais do que comprovado que este senhor não possui notável saber jurídico.


Contudo, para um sujeito tão baixo, resta-lhe pregar o que ele mesmo não pratica. Com este argumento ele está a dizer que preocupa-se com o poder executivo e com a imagem da imparcialidade dos juízes. Como se todos os problemas do poder público fossem apenas eliciados pelo executivo — e como se o judiciário fosse ilibado. Ora, poder-se-á mudar o prazo para um juiz ou membro da procuradoria exercer um cargo político, desde que tal ato não parta de uma vocação pessoal, nem tampouco de um indivíduo com um “laço” tão intrínseco com partidos políticos, como é o caso do senhor Toffoli, “o eterno amigo do amigo do meu pai”.


Antes de voltar-se à preocupações partidárias e singulares, o senhor Toffoli deveria refletir sobre a sua própria imagem no poder público, ou melhor, antes de meter-se em assuntos de eleição, ele deveria preocupar-se em julgar os processos no supremo, especialmente os que ele tanto gosta de engavetar.

Se Toffoli está realmente com medo do Moro — como deixou transparecer —, é interessante para todos nós, espectadores do cenário político, saber o motivo desse medo.


Por Renan Jorge

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