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Virtudes Públicas, Vícios Privados


Escrito por: Renan Jorge



Virtudes públicas, vícios privados, a sátira mais icônica que ousou abraçar a humanidade desde os tempos mais remotos. Claro, não se está a falar nos segredos mais leais, nem tampouco nos medos mais ocultos de nossos espíritos, mas se está a falar das mais variadas contradições de nossa natureza.


O presidente da república — um personagem redundante no assunto — poderá prorrogar esta imagem por cem anos; pelo menos, foi assim que determinou o planalto, que impôs sigilo de cem anos ao cartão de vacinação de Bolsonaro. Agora, favorecido por essa decisão, como vem fazendo ao longo da pandemia, o presidente poderá dizer uma coisa e fazer outra.


Contudo, como o espírito não permite-me esquecer, há uma ligeira desvantagem nessa decisão: se o presidente tomar a vacina — ou a "Vachina", como gostam de ironizar os bolsonaristas — poderá deparar-se com um resultado que ele mesmo decidiu denunciar: uma mutação. Portanto, se encontrarmos um jacaré na cadeira presidencial, teremos a certeza de que o presidente aderiu à vacinação — um risco.


Algo tão aparente pode ser a "confidência" do que se está a saber: um espírito covarde no comando de uma nação. A vergonha, diferente do que muitos estão a pensar, é atemporal — ainda que o seu efeito seja tardio.


Os exemplos de espíritos virtuosos são quase que incontáveis, de maneira que tomaria todo o empenho do leitor, se fosse-me facultado selecionar todos esses nomes. E, se o exemplo aplica-se às virtudes, também podemos dizer o mesmo dos vícios. Conclusão? Bolsonaro é um dos maiores exemplos da história, um exemplo de covardia, soberba e tolice.


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