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Você Votaria em Arthur do Val?

Atualizado: 14 de Ago de 2020

Escrito por: @_Conservador



Introdução


Ao passo que a crise proveniente do Corona Vírus se alastra, eis que um tema nada animador se envolve perante o debate público: as Eleições Municipais de 2020, cujo foco principal, obviamente, se dá em São Paulo, a capital mais importante da América Latina. Como de costume, o cenário político se encontra cada vez mais desastroso (e por que não desesperançoso) já que boa parte da renovação política originária das eleições de 2018 se mostrou fingida tendo em vista os ignóbeis e os indignos pré-candidatos ao Legislativo que surfaram na onda da "Nova Política" em busca não de resolver os problemas que afligem o povo brasileiro, mas sim de obter o máximo de regalias, vantagens e privilégios enquanto ocupam as cadeiras de mais alto prestígio do Poder Legislativo.


Salvo as condutas de alguns poucos parlamentares, a grande maioria dos legisladores, agora eleitos, usufruíram da boa vontade e do clamor por renovação e mudança de seus respectivos eleitores para, finalmente, alcançar os seus objetivos pessoais de poder para assim desfrutarem das benesses que os seus opositores, antes criticados por eles, sempre desfrutaram.


É muito comum, por exemplo, ver os candidatos bolsonaristas (à época) que elegeram-se sobre a plataforma do discurso liberal prometendo enxugar a máquina pública, tratar o dinheiro do contribuinte com devido respeito, alardeando o bom e velho clichê liberal "não existe almoço grátis" etc agora utilizarem de todo o aparato estatal, instrumentalizando-o afim de garantir as suas reeleições, perpetuando-se assim no poder.



A Nova Política de Fato


Voltando às Eleições Municipais de São Paulo, especificamente a do Poder Executivo, é inegável que os cidadãos paulistas escolhem mal os seus representantes. Não se sabe se por falta de opção, de informação ou até de cuidado ao pesquisar os pré-candidatos, o povo paulista pouco têm se atentando, ao longo da história recente da cidade, a respeito das eleições locais que, mesmo sem a devida promoção ou repercussão midiática, são de extrema importância para fazer-se a mudança e o redirecionamento do destino da cidade.


São Paulo, não tão mal representada quanto o Rio de Janeiro, ainda sim elegeu, nas últimas décadas, um dos piores quadros executivos de toda a história brasileira recente. Uma cidade tão grande, tão promissora, que tanto contribui para o desenvolvimento do país, foi governada, diversas vezes, por prefeitos tão medíocres quantos os debates que protagonizaram. A caricatura destes senhores se faz mais presente até do que as atitudes por eles tomadas enquanto governantes da mais importante cidade da América Latina.


A cidade, governada por nomes como Luiza Erundina, Paulo Maluf, Marta Suplicy, José Serra, Gilberto Kassab e Fernando Haddad sofre, há décadas, cada vez mais derrocadas frente ao desenvolvimento sustentável da cidade.


Eis que uma figura, relativamente conhecida no meio virtual e político, se lança como pré-candidato prometendo mudar de vez as práticas da velha política adotando assim as boas práticas liberais envolvendo o respeito frente ao erário público, ao teto de gastos, o enxugamento da máquina, a formalização de reformas visando o melhor uso do solo paulista, reforma administrativa, a formação de uma equipe técnica visando a economia de verbas de gabinete, o bom uso de assessores, entre outras práticas. Arthur Moledo do Val (33 anos), pré-candidato à Prefeitura de SP, é popularmente conhecido por ser o criador do 2º canal de atualidades e política com mais inscritos no YouTube, atrás apenas do vloggeiro e músico, Nando Moura. Empresário nos ramos de reciclagem de resíduos metálicos, transportes, combustíveis, construção civil e estacionamento, Arthur também cumpre mandato de deputado estadual pela cidade de SP sendo o 2º mais votado na da 19ᵅ Legislatura com 478.280 votos. Atualmente é membro do MBL e filiado ao partido Patriota.


Enquanto legislador, Arthur conseguiu a proeza de ser o deputado estadual mais econômico da ALESP. Durante sua participação na Comissão de Finanças, o YouTuber constatou as suas diversas proezas enquanto deputado estadual queixando-se pelo fato de que a maioria dos outros deputados valeriam-se do Estado para proveito de seus privilégios (mantidos pelo próprio Estado) para fazer valer o seu próprio bem estar:


"Nós deputados temos direito a alguns absurdos, ao meu ver, que são penduricalhos e privilégios: a auxílio moradia que eu não utilizo; a auxílio saúde que eu não utilizo; a auxílio creche que eu não utilizo; a vale combustível que eu também não utilizo; a motorista que eu também não utilizo; a dezenas que eu também não utilizo; R$33.000,00 por mês de verba de gabinete para gastar com o que bem entender que eu também não utilizo. [...] E aí vem mais um projeto para criar um projeto para deputado alugar carrinho para andar bonitinho na rua. [...] Aí deputado que já tem direito a caro oficial quer mais verba para ficar alugando o carro, quer aumentar ainda mais o privilégio?"

Além disso, Arthur, conhecido pela sua postura combativa, tanto em seus vídeos, quanto na Câmara Estadual de SP, foi um dos responsáveis por barrar o aumento de fiscais de renda que, por consequência, passariam a ganhar acima do teto de gastos. E para terminar, economizou mais de 3 milhões de reais sendo 2.5 milhões economizados com funcionários e e 500.000 economizados com verba de gabinete garantindo uns dos primeiros pódios na ALESP como um dos deputados mais eficientes da casa.



Mas Afinal, Seria o MamãeFalei um Bom Prefeito?


É difícil responder a esta pergunta sem conhecer as propostas do pré-candidato a fundo, não somente as propostas comunicadas à imprensa, mas aquilo que será concretizado na parte prática. Quanto às propostas, é difícil saber se serão concretizadas na prática ou não. Contudo, ao que parece, são propostas com um teor muito mais técnico e bem elaborado do que simplista e/ou generalizado. Eis algumas de suas propostas no que diz respeito à cidade de SP:


Educação:


- Criar um ambiente de reforço (aos sábados) nas escolas municipais para que os alunos consigam tirar dúvidas no que tange as matérias de maior dificuldade;


- Conceder permissão para que os jovens utilizem os espaços oriundos do ambiente escolar (quadras de futebol, basquete etc) aos finais de semana como método educativo para estimular a atividade física do indivíduo ou até, eventualmente, para retirá-lo do mundo da criminalidade;


Saúde:


- Trocar os médicos plantonistas pelos médicos de UBS (Unidades Básicas de Saúde) para que os agentes públicos melhor atendam a população;


- Promover campanhas de conscientização para que os cidadãos despejem menos rejeitos nas ruas com o intuito de reduzir os problemas envolvendo as enchentes;


- Descentralização de equipamentos sociais com o intuito de atender os pontos mais periféricos e dispersos envolvendo Cracolândia;


Segurança:


- Trocar o nome da GCM (Guarda Civil Metropolitana) por Polícia Municipal, apenas como medida simbólica;


- Recriar a ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) visando melhor as rotas da polícia sem gerar custos para o Estado;


- Criação de uma agência local, proposta concebida pelo ex-juiz Sérgio Moro, para auxiliar no combate à corrupção;


Infraestrutura:


- Regularização Fundiária para garantir (ou não) mais acesso por parte da população ao direito de moradia;


- Revisão do Plano Diretor visando integrar melhor as 8 regiões da cidade no que diz respeito ao uso do solo e a distribuição de empregos ao longo da cidade;


- Revisão dos imóveis tombados em SP garantindo um melhor uso dos respectivos prédios e visando as reformas necessárias para que eles sirvam aos interesses da população;


- Revisão da Outorga Onerosa do Direito de Construir visando a "deselitização", a facilitação e o barateamento do potencial construtivo nas regiões mais bem desenvolvidas de SP;



Conclusão


Por mais que as propostas pareçam ter um teor mais centrado e não tão populista, ainda sim é muito difícil saber se tudo isso pode ser feito tendo em vista alguns empecilhos provenientes da articulação política dentro da Câmara dos Deputados em SP. O deputado, agora pré-candidato, como já é de domínio público, não é tão aclamado e tão pouco bem recebido nos setores mais a Esquerda e tão pouco nos setores de Centro, o que me leva a crer que ele não seria bem recebido pelos parlamentares em geral levando-se em consideração sua anterior postura combativa. Ainda que as propostas entrem em vigor, não se sabe, no entanto, se elas realmente resolveram os problemas com o afinco com que aborda o candidato.


Quanto a intenção do deputado, não tenho dúvidas. Sua atuação enquanto parlamentar, as posturas e as pautas defendidas, todas sustentam a sua coerência e militância a favor da sua ideologia liberal e da redução do Estado, proferindo assim o melhor estágio para a sua eficiência. Contudo, o Poder Executivo requer articulação, mecanismos viáveis e maioria na Câmara para ter-se um projeto viável. Quanto a sua candidatura à Prefeitura de SP, permanece o meu sentimento de que apesar da sua habilidade enquanto gestor na iniciativa privada, Arthur do Val deveria ter permanecido enquanto deputado estadual, cargo que lhe foi atribuído em 2018, e meu ceticismo de que mesmo que eu o admire enquanto ativista e comunicador, não posso afirmar com certeza que é o melhor candidato à Prefeitura em 2020 apenas pela discurso enquanto pré-candidato. São necessárias medidas concretas e eu espero que, caso eleito, Arthur cumpra o seu dever honrando a maioria dos cidadãos de SP que assim o elegeram.





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